Engraçado notar como as vezes as coisas tomam um rumo um tanto quanto diferente daquilo que imaginamos.

Tomemos como exemplo nossa profissão.

Quem nunca sonhou em ser astronauta, jogador de futebol (eu nunca quis), médico, policial e sabe-se lá mais o quê?? E quantos de nós conseguiram? Pouquíssimas são as pessoas que sabem desde pequenos o que querem ser – tipo alguém que desde cedo diz que vai virar professora e realmente vira.

E ninguém -até onde eu sei – fica traumatizado ou morre porque não conseguiu atingir seu intento infantil…ou seja, não é por que não virei astronauta que vou morrer por isso.

Conforme crescemos, simplesmente nos esquecemos desses “desejos” ou vamos nos adaptando; conhecendo outras coisas que nos fazem achar que podemos sim ser felizes em outra profissão, fazendo outra coisa que não prender bandidos, ou explorar planetas…..

Tudo isso é mais aplicado facilmente com a parte profissional, mas podemos tranquilamente passarmos isso para outras partes de nossa vida…

Engraçado notar que tudo muita coisa em nossa vida gira em torno de nossas profissões, o que fazemos ou deixamos de fazer no trabalho acaba invariavelmente refletindo em casa.

Ou seja, quase sempre o profissional invade o pessoal. Por quê?

Por que via de regra, temos uma afinidade com nossa profissão, ou seja temos um perfil mais ou menos condizente com aquilo que fazemos.

Praticamente todo engenheiro tem um perfil mais mala analítico. Assim como toda pessoa que trabalha com comunicação é mais comunicativa (jura?), mais aberta em relação a algumas coisas e terrivelmente mais teimosa em relação a outras.

Pensemos nas mihares de outras profissões que conhecemos e analisemos os perfis das pessoas que as praticam. Incrível como QUASE sempre as pessoas tem mais ou menos o perfil apropriado para aquela profissão ou área em que atua.

Óbvio que existem excessões. Mas não vou falar delas pois creio que cada caso é único e é simplesmente questão de realinhamento pessoal – o famoso “parar pra pensar”. Ou as vezes falta de opção. Quando eu estava desempregado por exemplo, trabalharia em qualquer coisa, mesmo que não tivesse meu perfil. E justamente por isso, a história – quando inexistem opções – é outra…..

Retomando…

Acho muito interessante essa adequação do perfil pessoal com a profissão que temos. E acredito que nossa profissão muitas vezes é reflexo daquilo que somos enquanto seres humanos, ou seja, reflete muito do nosso modo de ver as coisas e o modo como encaramos a vida.

Tudo isso se aplica, obviamente às pessoas que são apaixonadas pelo que fazem, amam sua profissão e se sentem realizadas e completas com o que fazem.E em geral, são essas pessoas, as que amam o que fazem, que geralmente trabalham por prazer e com isso, em geral, o resultado vai muito além do satisfatório.São essas pessoas em geral que acabam sendo bem sucedidas. Mas não unicamente pela paixão, mesmo por que, para ser uma pessoa bem sucedida, é necessária uma combinação de diversos fatores.

Além da competência técnica,a sorte é fundamental para uma vida profissional frutuosa. Nem que seja a sorte no inicio da carreira, onde tudo começou. Mas em algum ponto dessa trajetória, a sorte influenciou com certeza…quer admitamos ou não.

Mas pediria a cada um para separar bem amor à profissão com sucesso profissional, pois nem sempre isso acontece. Elas NÃO andam necessariamente juntas, NÃO são obrigatórias.

Quanta gente ama o que faz e vive dura (sem segundas intenções, por favor) e quanta gente faz o que faz apenas por que dá retorno financeiro – que é apenas uma faceta do sucesso profissional.

O grande X é conseguir responder a seguinte questão:

Seguir a intuição e fazer aquilo que se gosta, mesmo sabendo que talvez não se ganhe rios de $$ com isso, mas sentindo-se extramente recompensado e realizado enquanto ser humano ou decidir por uma profissão visando únicamente o $$ deixando a parte de realizações, aspirações pessoais de lado?

Boa sorte com isso….

Abraço!

 

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