Véspera das eleições. E como sempre, fico me perguntando se os candidatos que escolhi são realmente os melhores, se caso eleitos, eles não se “converteriam” para a banda podre da política, se não terei vergonha de ter votado neles.

Difícil responder essas questões.

Mas acredito que os candidatos que escolhi são de fato os melhores. Pesquisei, procurei conhecer suas propostas, sua vida antes e depois da política; seu “modus operandi” em relação a isso e suas idéias a respeito de temas tão constroversos como aborto e união de pessoas do mesmo sexo.

Nem sempre pensamos da msma maneira que nossos candidatos em determinadas coisas, mas um certo alinhamento – seja ideológico, moral, ético, religioso, whatever – é requerido. Caso contrário não teríamos certa empatia pelo dito cujo.

Acredito que essa pesquisa se faz necessária SIM. Sobretudo se levarmos em consideração o poder que nosso voto tem. Acredito verdadeiramente no poder transformador do voto e na responsabilidade que nos é dada nesse simples ato. Pena que, como quase tudo, a massa simplesmente não sabe lidar com poder.

Daí vemos gente votando de qualquer jeito, escolhendo em quem votar na hora, ou votando de “zoeira”, ou pra “protestar”. Enfim….essas palhaçadas que todos conhecemos.

Acredito que o voto seja sim um modo de protesto, mas protesto inteligente e não é votando em tiriricas ou mulheres sei-lá-o-quê que a situação vai melhorar ou o protesto será entendido. Protesto inteligente é, na minha opinião, votarmos em pessoas novas, não permitindo a perpetuação do poder, ou seja, toda eleição é basicamente a mesma corja no poder, só em cargos diferentes.

Votar em gente nova, que tenha responsabilidade, honestidade e que tenha o já citado alinhamento com nossos ideais e tudo o mais. Até rimou!

Votar, na minha opinião é sim um ato de cidadania, e um ato de extrema importância. Que justamente por ser tão importante, deveria ser obrigatório. Um candidato disse no twitter que é contra o voto facultativo porque vivemos em sociedade e temos regras a seguir e o voto obrigatório é para o bem da maioria, o que comprovaria que o interesse de todos está acima da vontade individual.

Aos meus ouvidos tudo isso serve como “blablabla”, embora eu concorde em parte com o que o supracitado afimar. Isso seria 100% verdade se todos tívessemos consciência da importância das eleições e educação política para escolhermos e debatermos nossos candidatos. Coisa que infelizmente, poucas pessoas no país possuem.

A grande maioria dos jovens por exemplo – me senti terrivelmente velho nesse exato momento – não liga para política, acha coisa “chata” ou diz simplesmente que “é tudo um bando de ladrão” e “que nunca vai mudar”.

Muito bem.

Nunca vai mudar porque temos jovens assim. Enquanto a juventude e por conseqüência a futura sociedade brasileira pensa assim, tenho a certeza que estamos cada vez mais na lama.

Aí me pergunto falta só educação política?

Óbvio que a resposta é NÃO.

Falta educação.Em casa.

Falta os pais fazerem sua parte, sem querer jogar para a escola o papel de educar seus filhos. A escola somente dá a educação técnica (ensina a ler, escrever etc). A educação efetiva (aquela de dizer obrigado, por favor, respeitar o próximo etc.) deve vir dos pais, de casa e não da escola. A escola parte do príncipio que todos os alunos já possuem essa educação básica…

Voltando….

Além de falta educação e educação política, falta consciência. Talvez até como reflexo da falta da primeira, onde o povo não está , simplesmente, acostumado a pensar.

E quem não pensa, não é consciente.

Aì me pergunto:

E a situação muda?Será?

Muda, mas esse resultado só vai ser visto pelas próximas gerações.

Mas cada um precisa começar a fazer sua parte agora para que tais mudanças ocorram.

Como posso fazer a parte que me cabe?

Educando nossos filhos como cidadão efetivamente e não como seres que irão morar no cume de uma montanha solitária a vida toda, por exemplo.

Devemos criar seres sociais e não anti-sociais.

Criando cidadãozinhos, com certeza iremos melhorar lááá na frente a sociedade como um todo e, como reflexo final, teremos também a mudança na consciência política e óbvio, nas pessoas no poder…

Mesmo porque, até lá, toda essa corja já morreu.

Abraço!

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