Hoje, como acontece a exatos 29 anos, todo dia 30 de novembro, é meu aniversário.

E por conta dessa data, reflito sempre. E cada vez mais a cada ano que se passa. Talvez pelo fato de estar ficando velho.

E não consigo deixar de pensar o quanto cresci…amadureci…quantas experiências (positivas e negativas) tive com o tempo….todas as pessoas que conheci….as que se afastaram do meu caminho…as que se tornaram ainda mais próximas e outras que só consolidaram o lugar de “um rosto no meio do caminho”.

Sim, existem pessoas de todos esses tipos e se você não sabe a qual pertence, provavelmente está no terceiro grupo. Porque geralmente faço questão de deixar claro quando e quanto gosto das pessoas que estão ao meu redor. Simples assim.

29. Quase 30. Quase 3 décadas.

E pensar que ano que vem fazem 10 anos que morei na Suíça e deixei uns irmãos espalhados mundo afora.

E pensar que a 10 anos atrás eu jurava que minha vida ia ser completamente diferente. Aliás, a 5 anos pensava isso. A 3 também.Enfim….

A vida que possuo hoje é algo único, sou muito feliz com ela mas sei que existem coisas que poderia (e muito) melhorar. Mas quem não tem?

Agradeço muito as pessoas que possuo na minha vida e a importância que elas tem pra mim.( de novo aquele lance, quem são sabem, se não sabe…vide alguns parágrafos acima).

Claro que sinto falta de algumas.

Duas na realidade.

Uma mais do que a outra.

Primeiro, por que a segunda está por aqui.Meio longe, mas por aqui….coisa de umas 12 horas de vôo (por aí né Gú?)e ela sabe disso.

Mas a segunda…a história é bem diferente.

Por mais que, segundo minhas crenças ele esteja sempre comigo – e em alguns dias sinto isso mais forte que em outros.

O dia de hoje é especialmente foda.

Aniversário sem meu melhor amigo não é mais a mesma coisa.

Sinto falta sim. Do abraço, da risada, da cerveja que a gente tomava. Das conversas.

Enfim, de tudo.

Parece que quando a gente é pequeno o que mais nos importamos e nos animamos no nosso aniversário são os presentes e as expectativas que vêm com eles. E conforme vamos crescendo essa expectativa não diminui. Só muda.

Deixa de ser focada em objetos (presentes). Para as pessoas. Pessoas especiais.

Que queremos que estejam com a gente neste dia, que nos abracem ou simplesmente liguem.

E quando isso não acontece acaba sendo complicado.

Por mais que seja uma etapa da vida, essa separação dói.

Alguém pode dizer:”Ah você se acostuma”.

Não.

Não acostuma não.

A dor simplesmente adormece e toda vez, em diversas ocasiões durante o ano, ela acorda…ou simplesmente dá um sinal de vida, pra nos lembrar que esse vazio no peito veio de algum lugar e que mesmo que seja mais um vazio presencial, ainda assim é um vazio.

E hoje definitivamente é um dos dias em que ela acorda.

Vazio = buraco.

Sei que normalmente nossos aniversários são( ou deveriam ser) marcos positivos de mais uma etapa cumprida e esperanças em relação a nova etapa que se inicia.

Comigo isso também acontece, mas em escala bem menor simplesmente porque tudo é meio que ofuscado.

Como eu disse.

O dia de hoje é especialmente foda.

Aniversário sem meu melhor amigo não é mais a mesma coisa.

Aniversário sem você,  pai, não é mais a mesma coisa….

E tenho dito.

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