Se a vida nem sempre é como a gente quer, porque a gente precisa ser?

Se nem a gente é como a gente quer, porque a vida precisa ser?

Se nem a gente e nem a vida é como a gente quer, porque os outros precisam ser?

Se nem a gente, a vida e os outros são como a gente quer, porque as coisas precisam ser?

Se nem a gente, a vida, os outros e as coisas são como a gente quer, porque a sociedade precisa ser?

Se nem a gente, a vida, os outros, as coisas e a sociedade é como a gente quer, porque o mundo precisa ser?

Se tudo isso não é nada do que a gente quer, o que fazer?

Tem algo errado nessa equação.

Ou muda alguem, ou a vida, ou as coisas, ou a sociedade, ou o mundo, ou a gente.

Mas alguma coisa muda e de novo nada é como a gente quer.

Então o quê precisa mudar?

Quem precisa mudar?

A verdade absoluta é o que muda.

A verdade é que nunca tivemos nem vamos ter controle de nada e justamente por isso, nada é como a gente quer, mas como precisa ser.No máximo, a gente consegue aproximar as coisas daquilo que a gente quer.

Nem um pouco mais perto.

Talvez até um pouco mais longe.

Logo, de tudo o que precisa mudar; o que é que mais precisa de mudança se tudo não é nada como a gente quer?

A resposta para o equilibrio dessa delicada equação é simples:

EU.

Eu preciso mudar.

Preciso parar de querer controlar as coisas…parar de querer que tudo seja do meu jeito, na hora que eu quero.

Preciso simplesmente deixar acontecer.

Deixar a vida acontecer, sendo mais um personagem e não o diretor.

Ser o personagem principal da minha vida, mas permitir que os coadjuvantes decidam por si e exerçam seus papéis segundo o entendimento que possuem.

Entender que sou coadjuvante na vida de outrem e não personagem principal, muito menos diretor da vida alheia.

Preciso aceitar que embora eu deixe a vida acontecer, tenho meu papel a desempenhar diante dela e com isso influencio seus acontecimentos dentro do quadro de possibilidades possíveis à minha realidade.

Não posso me deixar levar por sensações alheias. Tampouco por sentimentos que não me pertencem e não serão úteis nas realizações que posso ter durante a minha vida.

Devo me conscientizar que embora a vida seja minha, devo respeitar os coadjuvantes  que passam, passaram e passarão por ela e nunca menosprezar o impacto da minha vida na vida dessas pessoas.

E ter a certeza que embora eu esteja no meio da minha vida, ela teve um início e com certeza terá um fim.

 Certamente não será o fim que eu quero, ou nem o que eu preciso. Mas será um fim digno, caso eu tenha vivido dignamente.

Pois embora não controlemos a vida e algumas ações que nela ocorre, a vida sempre será guiada pelas ações que podemos controlar, pelas decisões que tomamos (ou não)e será um reflexo profundo de quem somos, do que fazemos e com quem nos relacionamos.

Enfim, nossa vida nada mais é que reflexo incontrolável das ações controláveis.

Nossa imagem e semelhança.

Extensão de nosso Ego e consequência de uma série de itens que ignoramos e que agem mesmo assim na nossa vida, influenciando a mesma de forma inequívoca e controlada.

Logo, nossa vida é no fundo, um grande paradoxo, pois ela é, antes de mais nada fruto do controle incontrolável da natureza humana.

Abraço!

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