Sentir-se enganado e de fato ser ou,

Sentir-se e não o ser?

Não sentir-se enganado e ser?

As vezes acostumamos de tal modo com as coisas da vida e com nosso cotidiano que não nos damos conta das situações e das enganações que estão a nossa volta.

Não percebemos que as vezes nossas relações, nossas atitudes e toda nossa vida tem por base tais enganações. Constituindo assim, toda uma vida de enganação, o que torna nossa vida uma grande enganação.

Na maioria das vezes, a sociedade nos impõe ou nos obriga a enganar alguém(s) e as vezes o fazemos tanto que depois de um tempo sequer percebemos. Pior.  Quando fazemos e nem nos damos conta que algo que fizemos a vida toda nada mais é do que dar um cambau em alguém, mas de modo mais sofisticado. Ou usual.

E é aí que pergunto: O que é pior?

Tomar ciência disso tudo(e portanto, tomar ciência que somos vítimas de um conto do vigário) e continuar agir da mesma forma,  ou parar com tudo que julgamos ser enganação?

Aceitar e assimilar que sempre fomos assim e não podemos mudar, ou sentir a dor e a fadiga de nadar contra a corrente? Libertar-se dos grilhões de hipocrisia e desonestidade que assolam nosso mundo.

Na minha humilde opinião, nenhuma das situações são fáceis.

E justamente por isso, são desafiadoras.

Somente algumas pessoas conseguem perceber que se encontram em tal encruzilhada (ou seja, ficam conscientes da sociedade e do meio que se encontram e devem decidir continuar o status quo ou se esforçar para mudar algo). Portanto, se você já caiu em si em relação a isso, parabéns!É uma pessoa especial!!! Mas também tenho o dever de informar que você “tá na roça”, por que o modo como você enxerga e vive a vida, nunca mais será o mesmo.

E nem toda mudança é positiva.

E nenhuma mudança é fácil.

Mas toda mudança vale a pena pois indica movimentação, evolução e sobretudo evoca nossa capacidade de adaptação diante das situações.

O difícil não é a mudança, a luta, nem tomar consciência da necessidade de urgência dessas coisas, mas o difícil é a escolha.

Escolher mudar, escolher ser, escolher escolher.

O medo que a escolha errada – e por conseqüência a mudança que tal erro repercutiria em nossa vida é grande.

Mas o desejo e a excitação de ter em mãos um oportunidade de fazer a diferença e escolher corretamente, mudando para a melhor a nossa vida e daqueles que amamos também fala alto e é também fonte de medo.

Eu não disse que toda mudança traz medo?Ops, falha nossa.

Na verdade o medo acompanha praticamente tudo que fazemos, todos os dias a todo instante.

Temos medo de tudo. De errar, de acertar, de ser infeliz, de ter azar, de ter sorte, de fazer a escolha errada….enfim, a grande maioria tem medo da vida em si. Por isso que simplesmente escolhem existir e não viver, pois viver dá muito trabalho, exige muitas escolhas e por conseqüência muito medo.

O próprio fato de encararmos os medos é uma escolha.

E como tal, deve ser antes de mais nada, algo íntimo, que parte de dentro e nunca de fora. Porque quando escolhemos algo com influência externa, quase sempre dá merda errado.

E aqui eu volto com a pergunta título do post: O que é pior?

Viver com medo(de fazer escolhas, de querer mudar as situações que não concordamos, de não conseguir mudarmos toda essa enganação em que vivemos)? Viver sem medo? Ou não se importar?

Perguntinha complicada….

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