Category: Banda


Fico impressionado ao ver como as pessoas são divididas em grupos, castas, classe social ou qualquer outra denominação que queiram utilizar. Nesta divisão existe a tendência da problematização de suas necessidades, criação de dogmas e regras de convívio.
Pois bem, o X é que cada “grupo” desconhece, ignora e  critica os problemas alheios, criando às vezes alguma animosidade sobre isso de vez em quase sempre.
Assim, meus problemas não são necessariamente os seus (assim como o oposto ) e, caso vc não se sinta incluído em algum “grupo” que faz que tenhamos uma divisão ínfima de pensamentos ou alinhamentos de interesse, desejos etc, as chances de você não ligar são grandes. Enormes. E se bobear, ainda fará piada ou dirá que meus “problemas” não são nada comparados aos seus ou ao de determinado grupo.
Já cansei de viver tal situação. Às vezes em um lado, às vezes em outro.
Comento tudo isso para que tenhamos noção que os problemas de todos são reais, mesmo que não signifique nada para mim ou para os meus, os problemas de outrem são, além de extremamente reais, por vezes doloridos e duros de encarar para aqueles que os têm.
Enfim, o importante não é apenas saber lidar com os próprios problemas, atribulações e dores, mas também respeitar os dos outros, pois nosso fardo nem sempre é mais pesado que o da pessoa que está do nosso lado.
Bora nos importar mais com as coisas além do nosso umbigo, é justamente disso que se trata viver em sociedade. Pelo menos em uma sociedade justa, sadia e equilibrada.
E utópica.
E tenho dito.
Boa semana à todos!

Iooon!!!

Músiquêra!!!

Ontem a noite eu estava editando a gravação do ensaio da minha banda…e  comecei a pensar justamente sobre minha relação com a música…o tempo de  relativa experiência que possuo…as amizades que fiz nesse caminho….e cheguei a conclusão que toda a grana usada…todo o tempo despendido….todo o esforço, preocupações e correria que foram feitas nesses anos todos valeram – e vêm valendo – a pena. Só quem gosta, quem curte de verdade ter banda, sair pra tocar, sabe o terror e a alegria que esse tipo de coisa invoca.

Terror – na verdade não sei se essa é a palavra correta, mas na falta de algo melhor, fica ela mesmo, o que importa é o sentimento, a sensação que quero descrever  – porque, quando começa a dar dor de cabeça…..é um problema atrás do outro…..seja com formação…seja com produtor pilantra….ou simples desencontros que fazem com que tocar seja a coisa mais simples a se fazer naquele momento.

Alegria porque justamente só quem toca e curte tocar, consegue descrever (ou não) a alegria, a satisfação, o tesão em subir em um palco, ou qualquer lugar que seja e ver a galera “moshear”, cantar junto o som que demorou tanto tempo pra ser escrito e transformado em música…a troca de energia que é algo único…e muito mais.

E o mais esquisito é que as vzs ambos (terror e alegria) podem acontecer quase que ao mesmo tempo!!!Ou seja, as vezes, a pior noite pode também ser a melhor, justamente por poder descarregar ali no palco, todas as frustrações que ocorreram momentos antes…


O principal em fazer parte de uma banda é ter objetivo, saber o que se quer…e sobretudo o  que não se quer…onde se quer chegar e de que maneira quer faze-lo…..é saber antes de mais nada é som proprio ou cover?Ou seja, quero gastar ou ganhar dinheiro???heheheh

Eu, felizmente escolhi a primeira opção…o mais dificil…o de compor e não copiar o que outros compuseram….o de gastar dinheiro – pq no geral, gastamos dinheiro pra ir tocar nos lugares, haja vista que, quando ganhamos algo, dificilmente cobre os gastos que tivemos para ir até o local.

Mas também é onde a satisfação é maior, pois quando a galera está curtindo, está curtindo a SUA música ,que a banda onde você toca compôs…e não um simples cover….porque fazer sucesso com esforço alheio é mto fácil.


Mas enfim….esse post serve um pouco como reflexão. Como resultado de uns 5 min de pensamentos a respeito.

Histórias sobre esse tipo de escolha, eu tenho muitas…algumas vividas por mim, outras que eu vi acontecer…e posso garantir que, quem gosta MESMO disso, não abandona a cena  – vulgo cenário de música independente – seja ela qual for. Só abandone a cena se vc for emo, aproveite e faça isso, pois provavelmente seu pai e sua mãe tem vergonha de ter um filho como você.