Category: Devaneios


Tantos de mim.

Existem vários eus dentro de mim.
Alguns me aprisionam.
Outros me libertam.

Existem vários eus dentro de mim.
Alguns me alegram.
Outros me entristessem.

Existem vários eus dentro de mim.
Alguns me escravizam.
Outros ainda me definem, identificam, glorificam, martirizaram.

Existem vários eus dentro de mim.
Que sequer conseguem respirar.
Que não querem olhar.
E se negam a tentar.

Existem vários eus dentro de mim.
Que se arrependem.
Se surpreendem.
E sabem que podem mais.

Existem vários eus dentro de mim.
Que mesmo coexistindo;
Sabem que jamais serão uno;
Jamais serão.

Existem vários eus dentro de mim.
Que falharam e falham muitas vezes.
E em sua falibilidade encontra-se sua força.

Existem vários eus dentro de mim.
Que mesmo sendo vários.
Sou eu.

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….mas nem por isso, são fáceis.

Tampouco são difíceis…simplesmente são.

São constates em nossa vida e inconstantes no direcionamento que tomarão.

São definidas por nós, nossos atos. Mas jamais feitas assim propositalmente.

Sendo parte importante da nossa vida, a tal ponto que quando elas não ocorrem, dizemos por aí que nossa vida não muda.

E quando muda, reclamamos da mudança.

Qualquer mudança pode ser tanto positiva quanto negativa; engraçado que às vezes conseguimos inverter o valor da mesma, ou seja, fazemos de algo positivo, uma coisa negativa e o inversa também ocorre.

Mais frequentemente do que gostaríamos ou sequer tenhamos coragem de assumir.

As maiores mudanças que podemos proporcionar, são aquelas involuntárias. Realmente transformadoras, doloridas e as vezes até estranhas. Mas extremamente necessárias para a completa percepção que de elas ocorreram, ocorrem e ocorrerão em nossas vidas. 

E tudo que podemos fazer (em algumas situações) é assistir a mudança passivamente, sem poder fazer nada….a não ser observar(mesmo que tal mudança tenha sido começada/provada por nós mesmos).

E essa perspectiva – a impotência perante as mudanças –  é que nos fazem temê-las.

Quanta bobagem!

Pois sem as mudanças, nossa vida seria tão previsível, sem graça e despercebida. 

Totalmente cinza.

As mudanças são as cores que a vida nos traz.

Algumas vezes mais quentes, noutras mais frias.

Mas o importante, é que elas ocorram…e  quando ocorrerem, que sejam como devem ser:

Definitivas!

Abraço!

Estranho

Estranho perceber que:

O que antigamente te dava alegria, hoje te desanima.

O que te enchia de expectativa, hoje deixa apenas um buraco na alma, no peito, no cérebro.

O que antes era tão colorido,simplesmente desbotou.

Aquilo que era tão esperado, hoje é desprezado.

Sua luz simplesmente não existe mais e sua ausência não se faz mais notar.

Essa necessidade de suplantar todas as coisas, foi a muito suplantada.

Que todas as coisas que antes eram importantes, o deixaram de ser.

E tudo aquilo que era sem importância, aumentou consideravelmente sua relevância.

O vazio que era pequeno, se tornou imenso.

E o pior,

Você sabe que é apenas o começo…

Cansado….

…de gente incompetente…de gente que diz que faz, que diz mais do que faz.

De pessoas que não se importam com nada…só com eles mesmos.

De toda essa falsidade e hipocrisia que imperam absolutas em todo lugar.

Que me cansam e não se cansam de vir, ouvir, buscar e bagunçar tudo o que entra em seu caminho.

Que não se atentam ao outro, às necessidades alheias, que sequer se importam com a importância do outro.

Não sabem ou fingem não saber porque as coisas são assim e depois reclamam de tudo como se não tivessem nenhuma culpa.

Pensam que pensam…que agem…que respiram….que vivem e sequer se dão conta que na verdade existem, mas deixaram de viver a muito tempo.

Têm em sua nebulosidade , uma conformismo e um ódio inerente à tudo aquilo que é diferente.Ou igual.

Precisam se sobressair, mas não sabem como.

Querem destaque, mas sabem que não fizeram nada por merecer.

Não merecem sequer cogitar  os porquês de tudo isso.

Enfim.

Cansado de tudo um pouco.

Poucas coisas me alegram, valem a pena.

Apenas cansado.

Vida!

Nossa vida nem sempre toma os rumos que gostaríamos.Mas os rumos que ela precisa tomar.

A vida é como um ser vivo…que não tem culpa do caminho que toma, porque simplesmente ele pega o caminho que precisa…segue os instintos….baseado, claramente, em nossas atitudes.

Não sei e não consigo descrever as sensações, aventuras e desventuras que vivi até hoje…mas mesmo nos momentos mais difíceis e dolorosos, percebi apenas que a vida vale a pena.

Vale a pena passar por qualquer coisa, qualquer obstáculo, qualquer dificuldade, perdas, dores e dissabores.

Vale a pena, pois depois de todo o mencionado, sempre vem o bem, o amor, a felicidade, a bonança e todas as coisas que gostaria que fossem eternas mas não o são.

Assim como as coisas negativas não são.

Essa “coisa” inconstante que é nossa vida, nos dá motivação e razão para levantarmos todo dia e encararmos nosso leão diario.

Nossa vida só ganhas as cores que possui por essa alternância de positividade e negatividade. Não somos nós quem escolhemos, mas a própria vida o faz, pois nem tudo em nossa vida depende da gente.

Acredito que o mais importante é termos a consciência de que nossos atos e atitudes têm sim influência determinante em nossas vidas, mas não garantem que teremos uma vida boa…ou fácil…ou mesmo 100% positiva.

Essa dualidade, está presente em nossa vida, nossos atos e em nós enquanto seres humanos. Ouso afirmar que está presente no próprio Universo.

Anjos e Demônios são, dentre outras coisas, arquétipos dessa dualidade que foram (e são) utilizado mais como ferramentas para entendermos nossas ações / coisas que acontecem conosco do que entidades sobrenaturais propriamente ditas.

Obvio que o bem e o mal existem. Mas não como muito crêem, pois NINGUÉM é bom 100% do tempo tampouco mal 100% do tempo (que é o que se espera de anjos e demônios respectivamente, não?). Sendo portanto, facetas da dualidade humana e representando aquilo que temos de melhor e pior.

Todo ser humano pode ser um anjo ou um demônio. Depende somente da situação. Por mais que tentemos sempre sermos bons, justos e tudo o mais; atire a primeira pedra quem nunca se deliciou com uma maldade como saber que alguém se deu mal…ou nunca riu ao ver alguém cair, por exemplo.

Hipócrita seria a pessoa que dissesse que não comete conscientemente tais deslizes. Todos o fazem, quer admitamos ou não.

Essa dualidade energética é combustível para a humanidade, pois toda essa energia (tanto positiva quanto negativa),quando corretamente canalizada, faz com que nós homens, avancemos e consigamos fazer coisas até então impensáveis. A evolução da sociedade se resume à canalização das energias criativa e combativa que o ser humano possui.E toda energia é dual.Sempre.

Para toda matéria positiva, existe uma negativa, é física.

Negar essa dualidade é negar nossa essência enquanto seres humanos; é negar nossa condição física, mental e psíquica (até mesmo espiritual).

Não sejamos hipócritas de apenas apontar o dedo para o erro alheio, mas humildes para reconhecer no erro do outro nossos próprios erros; ajudando-o quando possível, sendo também ajudado e não tendo vergonha ou embaraço quando isso ocorrer, pois aí será importante a consciência de que ajudando, somos ajudados e ajudados, estamos ajudando alguém.

É uma relação de troca.

É algo recíproco, pois sempre que ensinamos algo a alguém, também aprendemos algo com essa pessoa.

Que aproveitemos essas chances que a vida nos proporciona!

Abraço!

Não…

Não sei ao certo o que dizer, nem pra mim e muito menos pra você.

Não consigo descobrir como viver, qual a melhor escolha, o caminho mais curto, os melhores momentos.

Não tenho idéia de como seguir, como fazer, como sentir sem me perder no processo.

Não sei nem quem sou às vezes, noutras, sequer sei quem são.

Não me importo com o pensamento alheio a respeito das minhas coisas e o meu próprio a respeito das coisas alheias.

Não quero nem saber das coisas que me fazem mal, das pessoas que não me fazem bem, de tudo que não seja positivo e não valha a pena.

Não esqueço dos meus erros. Mas também não lembro de todos. Só dos mais importantes.

Não sei de tudo e estou ciente que nunca saberei….o que não me impede de continuar tentando.

Não sou o melhor naquilo que faço. E isso me motiva a continuar melhorando e buscando aprimoramento.

Não sou o pior naquilo que faço, mas nem por isso sou melhor – ou pior –  que ninguém.

Não conheço das coisas metade que eu poderia e nem metade das coisas que gostaria.

Não entendo toda essa fixação pelo sucesso, dinheiro e notoriedade que a sociedade atual nos impõe.

Não entra na minha cabeça o motivo dos mais novos preferirem ficar de bobeira na internet, que ficar de bobeira com um bom livro.

Não me acostumo com a idéia de usar alguém pura e simplesmente. Como se fosse uma ferramenta para algo que desejo.

Não gosto de atropelar os sentimentos/opiniões alheios.

Nem de ser atropelado.

Não me preocupo com o futuro da sociedade. Mas com com o futuro da especie.

Não me tocam as “músicas” populares nas rádios. Que vem de “fábricas de sucessos” , mas as que vêm do mesmo lugar que os sonhos, sim.

Não ligo em absoluto para as coisas que hoje são tidas como “normais”. Me preocupo mais com quem estabelece tais parâmetros.

Enfim, não ligo para o tamanho do texto ou a duração de um abraço,de um beijo,um sorriso ou um olhar.

Prefiro muito mais a intensidade.

Dicotomia

Enquanto muitos de nós levantam;

Caminham;

E seguem sem dor;

Alguns se perguntam e questionam;

Até onde isso vai.

Porque alguns têm tanto e outros nada têm?

Porque ninguem sabe a diferença?

Entre ter  e ser.

De entreter e ser.

Fantasia e realidade.

Qual é mais assustadora?

Qual aflige mais?

E no fim, tudo que importa é saber quem ganhou o BBB;

Pois uma coisa deixou de ter importância:

Você.

É uma causa perdida. Um Deus sem seguidores.

Número na massa.

 Capital avaliado e tantas vezes liquidado.

O que prefere?

Ter identidade ou ser um número?

Ter razão ou ser racional?

Ter noção ou ser enganado?

Ter tudo e não ser nada?

Ter  muita coisa e ser coisa nenhuma?

Escolha insensata, vida vazia.

Esperança vã em uma sociedade oca.

Crianças morrem enquanto seu filho não quer comer aquilo.

Seu emprego te promete uma vida que não é sua.

Busque, levante, critique, viva sua vida pelos olhos de alguém e perceba;

Que você não é nada além de um número.

E que seu ser, se resume naquilo que você tem.

Por que será?

Por que será que quanto mais nos importamos com as pesssoas e suas ações, menor é o peso que temos a respeito das nossas atitudes em relação à elas?

Tudo flui de forma muito natural.Singela.

Importante mas não sufocante.

As coisas rolam sem pressão, mas nem por isso deixam de ser importantes.

Porque tudo que é importante mesmo, acontece sem pressão.

A pressão é algo que inventamos para nos atrapalhar com as coisas que devíamos lidar naturalmente.

Por que será que a pressão interfere tanto na vida das pessoas quando mais precisamos de foco, que é inversamente proporcional ao foco? Ou seja, se você se sente pressionado, dificilmente conseguirá manter o foco, a concentração e tudo o mais que você precisa e a danada da pressão não deixa.

Mas, por que será que mesmo assim não nos damos conta de tudo isso? Ou nos damos conta e não ligamos?Ou (no que particularmente acredito) não entendemos tudo isso.

Complicado.

O mais complicado é saber que nossa vida é (ou poderia ser) bem mais simples. Ela não o é simplesmente porque somos nós que a complicamos! E sempre complicamos mais e mais e mais……

Nosso limite é não ter limites, é não saber quando parar, quando deixar estar, quando simplesmente se calar.

E por não termos tudo isso claro ou não ter domínio sobre essas coisas que nos preocupamos com a pressão e sua interferência no que realmente importa.

Limites, delimitações e margens são barreiras que nós colocamos (ou não) e interferem em nossa vida e na sociedade como um todo de modo explícito e completamente natural, sem nenhum tipo de pressão.

Vai entender: 

Nos pressionamos para tudo nesta vida. E justamente por conta da pressão deixamos de fazer (ou de fazer direito) as coisas e ela (a pressão) afeta nossa vida e a vida de todos (portanto a sociedade) e isso por si só não nos pressiona. Com isso, a pressão atrapalha praticamente a todos de forma natural, sem sentir pressão alguma sobre a força que exerce sobre a gente.

Engraçado né? Mas não deveria.

Abraço!

Socorro!!!

                                                     #temumjacaréatrásdemim!!!

Sociedade

A mesma sociedade que nos impele a consumir, nos impede de aproveitar as coisas.

A mesma sociedade que nos estimula a ser críticos, nos impede de pensar.

A mesma sociedade que quer formar cidadãos, impede que esses cidadãos sejam formados.

Ela não educa, não avalia valores, não fornece as ferramentas básicas para que o ser humano melhore sua vida.

Inves disso, ela aprisiona e marginaliza qualquer um que não se “encaixe” em seus padrões.

Um exemplo disso é essa nova geração de “cidadãos”, que cada vez mais, são superficiais, egoístas, mesquinhos, frívolos. Não respeitam nada nem ninguém, não valorizam coisa alguma e somente as aparências e “o que o outro vai pensar” têm valor.

Mas a sociedade não ficou assim sozinha, não foi do dia para a noite. Foi também por culpa nossa…e por culpa da geração que antecedeu a nossa.

Culpa da “modernização” desenfreada e da troca de valores sem necessariamente pesar as consequências.

Trocamos valores como respeito, honra e amizade por “zoação” e um conceito meio distorcido de amizade (tanto que poucas pessoas hoje em dia sabem diferenciar amigo de colega).

Não escrevo sobre isso para protestar ou qualquer coisa assim, pois seria ridículo, até pelo fato de estar inserido e viver em sociedade, mas sim para nos alertarmos que se a sociedade enquanto definição e conceito definhou de maneira incrível por nossa culpa, também temos o poder de mudar e reergue-la de maneira digna, honesta e sincera. Aliando os pontos positivos da sociedade atual, da geração Y (sim, existem pontos positivos também, evidente que apenas não os citei), com os pontos positivos da geração X e da sociedade ao qual cresci – e muitos leitores do blog também.

Escrevo essas linhas pois acredito que o modo como vivemos, a sociedade na qual estamos inseridos, está com seus dias contados. Sinto que tomamos inevitavelmente o caminho da auto destruição enquanto sociedade de capitalismo selvagem e desenfreado.

Não defendo absolutamente nada, apenas reflexão e mudança interior de atitude, postura, ética e ideais de vida.

Pois francamente, os ideias atuais dessa sociedade não me atraem. Não tenho desejo em saber/ser BBB ou algo que o valha. Não me interesso em saber o que as “celebridades” estão fazendo.

Pra mim, muito mais preocupante é o fato de muitos teram tão pouco. E poucos terem tanto.Com um abismo absolutamente incrível entre eles.

Basta pensarmos que apenas 25% da população brasileira tem acesso à internet. Portanto se você está lendo esse texto, é um felizardo e talvez sem soubesse. E considerando que 25% é hoje uma conquista pois a 5, 10 anos atrás esse número era bem menor com toda a certeza….

A sociedade nos estimula sempre a sermos competitivos, agressivos até, para conquistarmos o nosso lugar ao sol…mas peraí, pensei que todos tivessem direito ao seu lugar ao sol….podemos querer sim os melhores lugares…mas até que ponto?

E acho que essa falta de guias, de ética, de sensibilidade e respeito ao próximo é o grande mal da sociedade contemporânea. Ta aí o tal de bullying que não me deixa mentir.( Sequer tinha ouvido o  temro a 5 anos atrás.)

Nossos caminhos são cada vez mais velozes, absorvemos cada vez mais informações e não sabemos o que fazer com ela. Não temos tempo para nada mesmo resumindo ao máximo algumas atividades e querendo facilitar (ou criar atalhos) para algumas tarefas.

E ter mais tempo pra quê?

Pra não fazermos nada? Ou pra fazermos mais coisas pra termos mais tempo pra fazer mais coisas pra termos mais tempo….

Enfim, às vezes parece que existe um vazio imenso em nossa sociedade.

Suponho que esse vazioa seja justamente pelo fato de basearmos tudo no capital.

No TER e não no SER.

No SER HUMANO.

Nos preocupamos mais com nossas coisas do que com o estado de espírito por exemplo, de um colega de trabalho.

Nossa sociedade jamais será justa enquanto nos basearmos em coisas.

Coisas.Seres inanimados.

Seres que por si só não fazem e jamais farão a diferença, é sempre necessário o fator humano por trás deles.

Fator esse tão desprezado e tão essencial.

Sermos humanos não significa termos nascido humanos.

Você não nasce humano, aprende a sê-lo.

Nascemos animais, como todos os outros, aprendemos a ser humanos, no decorrer de nossas vidas, com nossos aprendizados, experiências e situações vividas.

É um exercício constante, duro, exigente mas extremamente dignificante e recompensador.

Juro que tento fazer minha parte todo dia.

Nem sempre consigo, nem sempre me lembro.

Mas tento e acredito que só por tentar, já sou um humano um pouquinho melhor….

Abraço!